Destinado para aqueles que gostam de refletir sobre diversos temas!!!!

O tratamento com drogas é fundamental e importantíssimo para a terapia moderna dos distúrbios psicológicos e psiquiátricos. O número de distúrbios que necessitam de tratamento psicofarmacológico é cada vez mais crescente neste século e diante desta verdade incontestável, o homem depara-se com o questionamento: “quais as vantagens do uso psicofarmacológico em relação ao uso associado com a terapia?” Não se tem a pretensão de esgotar aqui esta presente temática, mas sim, refletir sobre este tão importante questionamento, elencando os benefícios que os fármacos possuem juntamente com a terapia.

Pode-se destacar como vantagens do uso associado de fármacos com a psicoterapia, a eficácia que os medicamentos demonstram diante de determinadas doenças e distúrbios. Sem o uso de fármacos, seria quase que impossível tratar de alguns casos psicoterápicos.

Pode-se citar como exemplos, muitos distúrbios que serviriam de auxilio para demonstrar a vantagem do uso associado, sendo que será escolhido alguns para melhor demonstrar tal posição.

Pode-se citar como exemplo a depressão, sendo um representante importante da classe das doenças que necessitam do trabalho psicoterápico e psicofarmacológico associado. Sabe-se que a depressão é derivada de um conjunto de acontecimentos que geram tal patologia, ou seja, ela é causada devido a fatores bio-psico-sociais. No caso acima citado, pode-se destacar a eficácia que os fármacos demonstram no tratamento do paciente depressivo. A psiquiatria moderna sabe que a designação de depressão, como doença psiquiátrica, é devido a pouca captação de serotonina na fenda sináptica e como causa desta anormalidade, a pessoa fica um tanto triste e deprimida, com alguns sintomas que afetam seu sistema fisiológico, sendo eles: alterações no sono e vigília, mudanças no humor, alimentação, entre outros fatores. Os neurotransmissores desempenham papel importante no sistema cerebral, sendo responsável por manter vivo e alerta para as possíveis eventualidades. Uma possível falha neste sistema acarretaria muitas anormalidades, conforme citado acima, pois geraria uma mudança muito brusca na vida do paciente. Pode-se citar os famosos INRS (Inibidores seletivos da recaptação de serotonina) como exemplo de fármaco eficaz no tratamento. Sua ação é inibir a recaptação de serotonina, sendo assim, os receptores recebem uma carga maior de serotonina, elevando desta forma o grau de alegria e contentamento do paciente, gerando mais vitalidade e prazer de viver, devido à boa regulação de neurotransmissores que a droga induz.

Agora se imagina, tratar somente com psicoterapia uma pessoa que está com diagnostico de depressão severa e possui alto risco de suicídio. Seria negligência profissional por parte do psicólogo se recusasse o auxilio e intervenção medicamentosa, uma vez que, a terapia por si só, não teria capacidade e agilidade demonstrada pelos fármacos diante de um paciente com baixa auto-estima induzida pela ausência de neurotransmissor serotoninérgico em seu sistema neuronal. E ainda; o que se pode dizer de um paciente com diagnostico de depressão psicótica? Terapia por si só auxiliaria nas alucinações e psicoses? Claro que não. Seria quase que impossível um terapeuta conseguir extinguir quadros alucinógenos através de seções terapêuticas ou acompanhamento psicológico. Esta é a real verdade diante da depressão. O trabalho deve ser desempenhado em conjunto psicoterápico e psicofarmacológico.

Dentre tantos outros exemplos que se pode citar, destaca-se o paciente com diagnostico de transtorno bipolar. O bipolar é um dos representantes fiéis que necessitam de psicoterapia e psicofarmacologia associada. O bipolar ora eufórico e ora deprimido, não poderia estar separado de um tratamento medicamentoso e psicoterápico. No seu estado eufórico, é freqüente e comum que o bipolar não procure ajuda psicológica ou psiquiátrica, pois sua crença o leva a pensar que está tudo bem com ele, graças a auto-estima e vitalidade apresentada. Quando em estado de euforia, o bipolar chega a executar muitas tarefas, é extremamente ativo e possui uma infinidade de disposição, o que o leva a crer que está em perfeito estado de saúde, distanciando-se de terapia e também da farmacologia. Já na depressão, ele necessita de atenção farmacológica e psicoterápica para poder sobreviver em meio aos tempestuosos quadros depressivos por ele sofridos. O carbono de lítio, a carbamazepina e o valproato de sódio são largamente utilizados no transtorno afetivo bipolar, como também os anti-psicóticos para as crises de mania e hipomania, medicamentos estes, que auxiliam no tratamento e bem estar do paciente.

Ainda como exemplo fiel de associação, podemos citar os famosos transtornos do século XXI, sendo eles: Agorafobia, Bulimia nervosa, abuso alcoólico, fobia social, transtorno de pânico, TOC, entre outros transtornos e distúrbios encontrados na sociedade moderna. Mediante a tais diagnósticos, destaca-se os fármacos mais utilizados: os ansiolíticos, como: diazepam, clonazepam; os anti-psicóticos, como: clorpromazina, haloperidol, entre tantos outros medicamentos que auxiliam no tratamento dos pacientes com quadros acima citado.

Analisando sob um olhar transcendente, em relação à farmacologia ou psicologia, ver-se-á a real importância da fusão profissional e do trabalho interdisciplinar entre as duas correntes.

Conforme demonstrado, são importantíssimas as associações para a farmacologia e também para a psicologia. Não haveria possibilidade de tratar certos transtornos psicológicos sem a intervenção dos psicofarmacos, pois entende-se o homem como um ser biológico, social e psicológico. Não seria recomendado à visão reducionista e unidirecional de conceber o homem somente como estrutura psíquica ou somente como um conjunto de terminações nervosas respondendo a estímulos sensoriais. Conforme mencionado, é extremante importante o uso associado, salvando algumas exceções que a interação possui.

Se cuida rapaziada!!

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